Lembrei-me da célebre frase do oficial da guarda costeira de Livorno, De Falco, ao comandante do Costa Concórdia, Schettino, ordenando seu retorno imediato à embarcação que estava a naufragar.
Impossível não comparar esta situação à vivida no final de 2021.
Certamente que a presença física do Presidente não faria grande diferença no socorro às vítimas na Bahia, contudo, sua postura, seus atos e gestos seriam importantíssimos para o moral e acolhimento das vítimas.
Trata-se da tal compaixão, ou da liderança de um general no campo de batalha, numa guerra.
Seus fiéis seguidores não vêem isso, dizem que o que tinha de ser feito está sendo executado pela equipe, por seus competentes ministros.
Ainda que fosse verdade, um exército necessita de todos, desde o soldado raso, sargento, capitão e até o general, que pode ficar no centro de comando, mas seus comandados e o povo a quem defende precisam confiar, empatizar, do contrário a derrota é certa!
Dar “zerinhos” em parque de diversão, passeios aquáticos com sorriso estampado e acenos, tal como os de um carismático popstar, não condizem com a severidade do momento, não aparentam preocupação, empenho e cuidado.
Se por ocasião do naufrágio na Ilha de Giglio - sob a alegação de estar comandando à distância - o irredutível e intransigente ex Capitão Schettino ouviu de seu superior em comando a famosa frase, neste caso é o momento de ordenarmos em alto e bom som ao Capitão da Reserva:
“Vada a bordo, CAZZO!”